A gente nas redes

NOVO livro de José Beniste - Um presente para o Rio de Janeiro e para o Candomblé

 

Em fevereiro deste ano eu estava a noite em casa estudando, já era tarde, quando chega um e-mail pelo Meu Coração Africano, enviado pelo remetente José Beniste. Eu ri né!! Até acreditei que era uma brincadeira de alguém. Minha resposta digna de um prêmio foi: Desculpa, mas o senhor é o José Beniste, José Beniste mesmo? Autor de vários livros? Quando ele respondeu que de fato era ele, eu comemorava como quem tinha ganhado na Mega Sena sozinha, pulando e correndo pela casa com as mãos para o alto e dava gritinhos de felicidade. Meus livros de cabeceira agora falavam comigo. E isso é muito incrível!

 

Eu fiquei grata ao meu Ori, que foi láááá onde ele estava e de alguma forma o trouxe para a minha história de amor com os Òrìsà(s) e para minha vida. Sou grata ao Ori dele, por essa grande existência e legado, por toda a contribuição que ele dá a todos nós, devotos e filhos de Òrìsà. Eu Sou gratidão.

 

Entre nossas conversas e trocas de e-mail, em que tenho aprendido com esse grande Mestre, descobri que ele está com um livro prestes a ser lançado, e não resisti ao pedir uma entrevista exclusiva a respeito do novo livro e sobre outros subtemas, que agora compartilho 100%  na íntegra com todos os leitores do Meu Coração Africano e com direito a uma SUPER SURPRESA:  Um extrato do livro também com exclusividade para nós corações africanos.

 

Ao meu Mestre e mais novo amigo, obrigada por me deixar pousar 10 coqueiros depois da estação da felicidade. Que todos os Òrìsà(s) lhe abençoem. Muito obrigada!

 

ENTREVISTA EXCLUSIVA DE JOSÉ BENISTE PARA O MEU CORAÇÃO AFRICANO
 

 

MCA - Nos últimos anos tivemos: Òrun Áiyé - O encontro de dois mundos - 1997, Jogo de Búzios - Um encontro com o desconhecido - 1999, As águas de Oxalá - Áwon omi Òsàlá- 2001, Mitos Yorùbás - O Outro Lado do Conhecimento - 2006 e finalmente o Dicionário Yorùbá Português 2011, todos publicados pela Editora Bertrand Brasil. O que nós, seus leitores, podemos esperar? Há alguma nova obra prevista ? Caso afirmativo, do que se trata?

                         

                        

Beniste - Os livros foram consequência, por entender que cada um deles exigia complementação. O Candomblé é assim, há uma identificação muito própria entre todas tarefas realizadas, uma coisa sempre dependendo de outra. A feitura de um livro é um exercício de estudos que além de entusiasmar o autor na composição dos textos, é ver como as coisas se combinam. Aliás o Candomblé é assim, repito, tudo o que se faz, uma coisa tem relação com a outra. Foi em 2004 que completei este trabalho que sempre quis escrever  da História dos Candomblés do Rio de Janeiro, e que tive que atualizá-lo constantemente até os dias atuais. Digo isto, porque me tornei possuidor de uma grande documentação sobre  as coisas do Rio, desde o tempo da escravidão negra, como entrevistas de personagens documentações fotos que me chegaram às mãos por motivos diversos. Tive a oportunidade de conhecer os grandes personagens  da religião, ou de seus descendentes que me passaram muitas informações todas devidamente gravadas e que me fez possuidor de mais de 400 fitas cassetes, devidamente gravadas e preservadas depoimentos registrados que em muito irão, valorizar a história religiosa.

 

 

MCA - Por que o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida?

     

 

                    

Beniste - Os antigos estudos sobre o Candomblé se reportavam ao desenvolvimento afro na Bahia, que se tornou o centro de estudos que viria ser destacados através dos livros de Edison Carneiro- Candomblés da Bahia -1954, e Roger Bastide – Os Candomblé da Bahia – 1961, que mais citavam  o seu desenvolvimento religioso. A Bahia era vista como o centro do conhecimento  afro  e seus personagens vistos como grandes feiticeiros, conforme anúncios da época. Aqui no Rio,eram raras as casas de Candomblé, que viriam a ser melhor desenvolvidas pela vinda de baianos para o Rio, inicialmente, por questões de sobrevivência devido as dificuldades em suas regiões de origem. Aqui, entre rezas e obrigações, reduziram suas tarefas profissionais, vindo abrir casas, como fizeram Nino de Ogun, Nitinha de Oxun, Agripina, João Lesengue, Davínia de Omolu, Beata de Yemanjá, Tata Fomutinho, Ciriáco, Bida de Yemanjá, Otávio da Ilha Amarela e tantos outros.

          

 

MCA - O que lhe motivou escrever sobre este assunto?

 

 

Beniste - Basicamente, a participação religiosa alimentou as idéias e a dificuldade, na época, na busca de explicações para o devido entendimento. O quê, quando e porquê...

             

 

MCA - O Candomblé tem passado por grandes mudanças nos últimos 15 anos, mudança em suas raízes. Temos vários novos sacerdotes no comando de inúmeras casas e muitos dos costumes foram e estão sendo modificados.

Ao se entregar à sua obra, e ir à campo, o que pôde perceber e sentir sobre essa mudança?

 

                     

Beniste - O respeito dos sucessores pelos titulares dos Axés. Na maioria das vezes, ressaltando particularidades de forma emocionada. Isto não implica dizer que seguiam com rigor a forma de culto da Casa titular. Pude verificar que isto nunca aconteceu, o que é comentado no capítulo sobre a Adaptação Baiana no Rio com a mudança de hábitos e tradições, pela diferença cultural de duas regiões distintas, com atitude próprias. Anotei uma observação, de que no Rio, sendo a terra da Umbanda, seria normal mudanças na prática religiosa em respeito a Umbanda.

             

 

MCA - Qual foi a maior desafio ao buscar a origem das casas no Rio de Janeiro?

 

       

Beniste - A memória do Candomblé sempre foi baseada na oralidade. Os fuxicos e os comentários sempre foram a forma de policiamento da gente do Candomblé. Tudo, até os dias atuais, é ouvido, falado e guardado através deste procedimento. Assim tive que ouvir muito, além da oportunidade de ter convivido, com pessoas que viveram no início e meados do século passado. Foi uma busca cansativa, que em princípio tive que entender, em alguns casos, a tendência de retenção de informações de algumas pessoas, superadas pela credibilidade da tarefa que eu me propunha realizar. Sempre fui muito bem recebido, até os dias atuais.

 

 

MCA - Após dedicar-se por anos ao livro, qual o sentimento ficou marcado ao concluir a obra?

 

Beniste - Já li e reli várias vezes, e há sempre um sentimento que me faz recordar pessoas queridas, que não estão mais conosco. É um livro de memórias com inúmeros depoimentos e curiosidades gostosas de serem lembradas. E eu fico com uma enorme responsabilidade ao citar pessoas, fatos, erros e acertos de toda uma geração que vivenciou esta história rica e maravilhosa.

 

 

MCA - Através da internet e das redes sociais, as relações entre Brasil e Yorubaland foram estreitadas, o que possibilitou um maior intercâmbio entre os dois povos. O senhor pode por favor fazer uma análise pessoal sobre esse intercâmbio nos aspectos positivos e negativos?

 

 

Beniste - Há sempre aspectos positivos. Uma gente que aqui chegou, maltratada e humilhada deixou sua marca, seu jeito de ser registrado e praticado em nossa cultura. Observo como são bem recebidos sacerdotes africanos que aqui chegam, sendo reverenciados com respeito e muita alegria. Há um reconhecimento lógico e natural, da mesma forma como deve haver um reconhecimento por termos mantido essa forma religiosa. É claro que não é exatamente igual  a que eles praticam, pois isto foi percebido pelos antigos que tudo organizaram de uma forma inteligente com a certeza de poder ter condições de sobrevivência, num ambiente diferente. E conseguiram apesar de todas as formas de perseguições, e que ocorrem até os dias atuais.

Foi esta a razão de Verger dizer que “o Candomblé é uma religião brasileira”.

 

 

MCA - Todas as religiões e sistemas acabam precisando mais cedo ou mais tarde se adaptar à contemporaneidade. Esse momento chegou para o Candomblé ou ele já se modernizou demais?

 

 

Beniste - É próprio das religiões se adaptarem às épocas. No Candomblé costumam confundir hábitos com fundamento ou axé. É tudo diferente. Hábitos e práticas oriundas de modismo de época, não podem ser entendidos como fundamento. O próprio desenvolvimento religioso se encarrega de afastá-los da prática religiosa. Da mesma forma como costuma colocar em prática o uso de aparelhos, máquinas, tecidos, e hábitos de época atual.

 

 

MCA - Puxando a sardinha um pouco para os temas que trato na página Meu Coração Africano, narro em alguns dos textos o impacto da ausência de uma filosofia de vida solidificada dentro do Candomblé ao longo da minha infância, adolescência e vida adulta. Nos últimos anos o culto a Ori está tendo um forte crescimento. Qual a importância deste culto ao seu ver?

 

                      

Beniste - No Candomblé, nada se faz sem antes prestar culto a Orí, prestar culto à cabeça. Orí Inú – o Orí interior confiada ao saber divino, e o Orí òde, a cabeça exterior, confiada a Ògún e Ọ̀sányìn, ou seja, ao saber médico. Ninguém chega até Deus, sem a participação do Orixá, e ninguém chega até o Orixá sem a participação do Orí. Em outras palavras, nada se faz sem o Orí, que tem desejos próprios e é extremamente pessoal. O que quer dizer isto? Que cada um é dono de sua cabeça. O odù Ogúnda Méjì define tudo isto. No livro Ọrun Aiye, faço um resumo sobre o poder de Orí pp.123/162.

 

 

MCA - Voltando a nova obra. Qual a previsão do novo livro estar nas prateleiras disponível para venda?

 

                   

Beniste - A Editora, da qual tenho contrato,  prometeu para este semestre. História dos Candomblés do Rio de Janeiro – “O encontro africano com o Rio e os personagens que construíram sua história religiosa”. Vamos aguardar.

 

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Texto Extraído da Apresentação do Livro 

A História dos Candomblés do Rio de Janeiro”....

 

Este trabalho é o resultado de uma busca intensa de documentos e relatos, sobre a religiosidade de origem afro no Rio de Janeiro. Constatamos que as fontes de informações se revelaram difíceis em face, talvez, à falta de hábito na guarda de documentações, pois, tudo tem sido resumido em estudos da religiosidade, e explicação de ritos complexos e quase que esquecidos. A memória histórica era simplesmente recordada em conversas ou nos fuxicos tradicionais, e seus personagens lembrados para justificar ou censurar procedimentos. O que conseguimos foi o bastante para conduzir um assunto muito pouco estudado, de modo a justificar a curiosidade e busca de experiências de quantos se interessam pela história religiosa afro-carioca ou afro-fluminense.

 

Curiosamente, nunca houve interesse por parte dos escritores consagrados, nos estudos do desenvolvimento dos Candomblés do Rio. Quando citados, o foram de forma crítica nas comparações com os Candomblés da Bahia. Para isto, tomamos como base uma série de narrativas orais dos remanescentes e herdeiros religiosos, com uma coletânea de entrevistas que efetuamos a partir dos anos 70, e que serviam para ilustrar um trabalho radiofônico que desenvolvíamos na época, o Programa Cultural Afro-Brasileiro.

Isto foi sendo feito de forma despretensiosa, até verificarmos o volume de informações que estava sendo registrado, através das citações de personagens e titulares de Axés fundados no Rio de Janeiro, bem como de seus descendentes. Em ambos os casos, muitos deles não mais se encontram conosco o que torna esses relatos de uma rara importância por lembrar histórias esquecidas, ou pelo menos, o de reconstituírem verdades.

 

A BAHIA NO RIO DE JANEIRO

 

A diáspora baiana teve no Rio de Janeiro, o seu núcleo mais importante para o desenvolvimento das comunidades do Candomblé, na região sudeste do país. Toda esta movimentação promoveu uma nova mentalidade para o entendimento afro-religioso. Alguns ritos foram introduzidos e outros recriados com novas roupagens motivadas pela aculturação das tradições locais. Isto enriqueceu o Candomblé, ao contrário do que se pensa, personalizando todo o processo religioso na região.

Por outro lado, essas transformações foram vistas como deturpações de tradições, pois no conceito destes estudiosos a Bahia era a detentora do padrão religioso denominado de afro-brasileiro. O propósito deste nosso trabalho é exatamente este, fazer uma revisão deste conceito que foi seguido por inúmeros autores em suas obras literárias, tomando como base que a instalação do nosso modelo religioso, ter sido promovida pelos próprios baianos aqui chegados, nos primeiros anos do século passado.

 

PROCESSO ESCRAVO

 

Na busca de explicações e justificativas, concluímos que qualquer estudo a esse respeito deveria se iniciar pelo processo escravo instalado na região do Rio de Janeiro e que teve diferenças profundas do resto do país. Seria um trabalho sem base se não fosse feita uma revisão dos pontos que ligam a vida escrava e as atuais manifestações religiosas. A escravidão teve a duração de três séculos. Ainda hoje, podemos recordar que a liberdade escrava contou com a bravura de brasileiros pela sua consagração. Com algumas, talvez,  para Zumbi, que não poupou sua gente para uma resistência heróica, porém, com um final cruel para seu povo, podemos lembrar Chico Rei, poetas e escritores como Castro Alves, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, entre outros, definidos no capítulo sobre Os Quilombos.

Em razão disto dividimos os nossos estudos em 4 partes, iniciadas com o sistema escravo, as formas de adaptação e resistência, a confusa integração entre as múltiplas etnias aqui instaladas sem qualquer critério seletivo. As condições de vida, de trabalho, de luta e tudo mais, tiveram que ser revistas em conjunto para chegarmos a descrição dos grupos religiosos. Uma visão plena que deu base para a religiosidade e as razões das diferenças Rio-Bahia, que provocaram críticas achando que as de lá eram as formas corretas e as de cá formas modificadas, e até mesmo, desvirtuadas. Isto foi sempre destacado não só por escritores como por dirigentes de comunidades baianas.

A partir da transferência da capital da Colônia Portuguesa de Salvador para o Rio, o processo de urbanização foi acelerado, pela importância que passou a ter com a descoberta das minas de ouro e diamantes. A vinda da família real portuguesa, a chegada de novos africanos escravos, bem como o deslocamento de escravos do resto do País para o Rio em razão da cultura do café, a escravidão urbana, as irmandades religiosas, as transformações da cidade e tantos outros fatos, foram importantes para explicar como se deu o processo religioso afro no Rio. Seguimos o rastro escravo até os quilombos formados no Rio, os agrupamentos das minas e dos cafezais, a vida nas senzalas e o que ela influenciou no cotidiano religioso. Tudo isto é tratado nesta obra, que contou com uma vasta consulta a autores devidamente citados.

 

ENTREVISTAS E DEPOIMENTOS

 

Uma série de entrevistas foram feitas para a elaboração do capítulo referente as Casas de Candomblés do Rio de Janeiro e que é a razão de ser desta obra. Desde a chegada do titular, ou seja, daquele que iria instituir a história de um núcleo de Axé em terras do Rio, toda a sua trajetória procuramos aqui relatar, com partes de seus depoimentos, e com as histórias que motivaram a criação de um Terreiro. Para isto tivemos que localizar sucessores e herdeiros, alguns já esquecidos da importância de que são possuidores. Suas lembranças são devidamente destacadas por considerarmos relatos de cunho didático e merecedor de estudos por revelarem a vontade e a competência de uma geração, que soube sobreviver às dificuldades da época. As citações de certos acontecimentos, alguns íntimos, devem ser entendidas como aprendizado para gerações futuras, das experiências vividas e sempre de forma respeitosa.

 

DATAS E ORIGENS DOS PERSONAGENS

 

Demos real importância às datas mencionadas, procurando conferir os fatos para nos situar no tempo e entendermos algumas situações de época. O nosso acesso a certas pessoas foi facilitado pela nossa convivência iniciática, mas sobretudo, pela forma respeitosa com que sempre nos conduzimos no meio religioso. Procuramos entender a dificuldade de memorizar certas situações, principalmente o nome civil dos personagens e a razão dos apelidos comuns. Assim, as datas históricas da origem e outros fatos correlatos, em alguns casos, podem ser controvertidos, mas procuramos seguir uma regra de contagem nos apegando a qualquer data fornecida, como de nascimento, de iniciação religiosa, fazendo cálculos para chegar a uma conclusão. Outra questão que atinge a exatidão ou não dos fatos, é a peculiar cultura baseada na memória oral, onde as informações são passadas de pai para filho no decorrer das gerações. Assim, as datas que se referem ao período de vida estão destacadas entre parênteses, a seguir do nome da pessoa.

Os nomes iniciáticos consagram os personagens citados e são aqui destacados, segundo as normas da ortografia do idioma adotado pela modalidade do culto praticado. As traduções são baseadas no estudo do idioma, seguindo as regras da formação dos nomes próprios, com as palavras devidamente separadas e, posteriormente, ajustadas através de elisões. Quando houver possível duplicidade na tradução, os nomes serão devidamente destacados.

 

ORIGENS DOS AXÉS

 

Dividimos os Candomblés pelos Axés, ou seja, pela origem, pela raiz religiosa do seu fundador, sendo que foram separados pelas datas de sua instalação no Rio, e não pela antiguidade na Bahia. Valemos-nos ainda de depoimentos e textos de estudiosos consagrados, a fim de justificar uma interpretação necessária ao tema. Outro fato é referente ao volume de informações conseguidas, e que faz um determinado texto ser mais ou menos extenso pela sua real importância. O relato procura se iniciar, desde a origem da casa matriz, na Bahia se for o caso, até sua instalação no Rio, com os sucessores do fundador e demais herdeiros de Axé, até uma determinada geração. Como será visto, é comum nos Terreiros descendentes a intenção de se instalarem em locais distantes da matriz, o que lhes dá certa independência e gerar as modificações que julgarem necessárias. Ver Ampliação e Dissidências nos Candomblé.

Isto quer dizer também que, embora o Terreiro descendente não pratique o culto da mesma forma que a casa matriz, neste trabalho isto não é considerado. O que vale é ele pertencer direta ou indiretamente ao Axé de origem. Ao final de cada Axé relacionamos os Terreiros descendentes com seus desdobramentos. Em função disto, optamos identificar a casa ao Axé estudado em razão de sua última obrigação feita. Por exemplo, se o dirigente começou no Axé da Gomeia, e depois ele foi para o Axé de Ciriaco, será nesta última Casa que ele será identificado, com algum possível comentário histórico.  

A memória fotográfica aqui inserida é uma das outras fortes razões deste nosso trabalho. Possuem origens diversas de buscas a arquivos e memoriais, outras da coleção deste autor e as cedidas pelos entrevistados, todas devidamente creditadas. Algumas desgastadas pelo tempo, mesmo assim, foram aproveitadas para registro de acontecimentos, outras tiveram que ser reconstituídas, para uma melhoria visual. Foi uma busca incessante com o objetivo de prestar reverência digna à essa ancestralidade que tanto devemos, pelo esforço que tiveram de manter vivas suas concepções em épocas difíceis.

 

O IDIOMA AFRICANO

 

Nos espaços em que são relatadas expressões africanas, elas são devidamente destacadas se escritas no idioma original, e na maior parte, com a devida tradução. Os nomes e títulos possuem relação profunda com as atividades que a pessoa terá no decorrer de suas tarefas religiosas.

Algumas palavras dos diferentes idiomas africanos, quando repassadas para o português, seguem a forma consagrada pelo uso, Especificamente, no idioma yorubá, quando transcritos, algumas regras devem ser observadas: três letras possuem um ponto embaixo, e os acentos grave e agudo, indicam o tom baixo e alto da sílaba, sem acento, tom médio, que não devem ser confundidos com os nossos acentos..

 

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Imagem cedida gentilmente pelo grande artista e querido amigo Roger Cipó

http://olhardeumcipo.blogspot.com.br/

 

Ọ̀nà’ re o - (Um bom caminho para você)

IfáṢọlà - Fê Aguiar

Saiba mais sobre a autora da página AQUI.

 

 

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